sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Um Guia para a Família do Adicto ou Usuário de Drogas (Parte Final)

Continuação...
SOBRIEDADE A LONGO PRAZO


Um erro frequente é simplificar os problemas em termos de que basta manter o dependente afastado das drogas ou manter as drogas e os amigos que usam drogas, longe dele. Isto não pode ser imposto, a não ser pela prisão ou confinamento. E mesmo assim, a criatividade humana parece permitir que eles, nessas circunstâncias, consigam encontrar uma fonte de suprimento. De qualquer modo, uma batalha vencida hoje será travada novamente amanhã. 

Enquanto que, nenhuma pessoa responsável pode se permitir tolerância sobre atos ilegais ou substâncias químicas em sua própria casa, a maioria dos esforços feitos para manter alguém livre do uso de drogas leva, simplesmente, a revolta e a mais uso de drogas. A única maneira de se conseguir uma motivação mais ampla é oferecendo amor e compreensão, principalmente enquanto o dependente estiver limpo de drogas, mas, no entanto, não permitindo que o uso e todas as consequências se tornem tão dolorosas em si mesmo que o destrua. Isso significa sofrimento, mas o sofrimento de sofrer com o dependente as consequências e não se tornando um agente de fuga para o dependente se livrar das consequências. Isto significa ter coragem de sofrer constrangimentos, pequenos e grandes, privações financeiras, condenação de parentes, vizinhos e de outras pessoas bem intencionadas e, algumas vezes, separações temporárias de formas variadas e sombrias. Precisamos oferecer alegria, quando o dependente estiver livre de químicas, mas, no entanto, permitir que as consequências do uso se tornem agudas, se quiser antecipar uma recuperação abrangente e definitiva. 

Em geral todo o esforço é dirigido para modificações, quase sempre artificiais, no dependente. No entanto, em quase todos os casos, uma modificação na família é necessária, antes que qualquer mudança no dependente possa ser antecipada. Não fazer nada é impossível. Como regra geral, não fazer nada significa aceitar a situação seja negligenciada e explorada, é reagir de um modo inativo, passivo e destrutivo. A família sempre interage com o adicto e usuário, não importa quão limitado seja o contato pessoal. O importante é aprender quais as interações destrutivas e quais as que poderiam ser criativas e, então ter a coragem de tentar uma abordagem criativa. A modificação deve começar pelo não dependente. O dependente não procurará ajuda para a recuperação enquanto suas necessidades imaturas forem supridas e seus problemas resolvidos pela família ou por amigos. 

A recuperação de qualquer doença grave pode levar um tempo considerável, podendo acontecer recaídas. O mundo não vai acabar se depois de um período sem drogas, o dependente retomar o uso. Se a família não entrar em pânico e retornar à forma destrutiva anterior de lidar com o problema, o escorregão pode ser usado com vantagem e servir como uma lembrança valiosa de que a primeira pílula ou gole ou inalada tem que ser evitados. No processo de recuperação não se pode esperar que toda a ação compulsiva desapareça da noite para o dia. A família pode até questionar o envolvimento intensivo do dependente com o seu grupo ou com sua terapia, pois ele pode se tornar tão compulsivo no seu tratamento em recuperação, como era em sua adicção. Isto pode ser ainda mais verdadeiro, se sua terapia inclui a participação num programa de recuperação. Ele/ela pode frequentar todas as noites as reuniões de uma dessas organizações, se associando com outros que estão tão intensamente dispostos em conseguir e manter suas recuperações. 


A melhor maneira para um familiar não ressentir dessa situação, é a esposa, pai ou mãe, um amigo se juntar a grupos de apoio a familiares do dependente de drogas. O Amor Exigente é um deles. Os grupos familiares proporcionam discernimento e compreensão para os diversos problemas e dilemas que os membros da família de um dependente têm que enfrentar. O programa é tão vital para a recuperação emocional da família, como é a participação neste "problema" específico. A recuperação da dependência de drogas inclui restabelecimento da doença emocional de todos os membros da família. Se o dependente se recuperar emocionalmente e os familiares não, pode haver uma ruptura grave na estrutura familiar. A família precisa crescer emocionalmente, tanto antes, quanto durante e depois que o dependente estiver recuperado ou pode ocorrer um serio afastamento. 

O momento para a família começar a trabalhar a sua própria recuperação emocional é agora. E a maneira de começar ajudar na recuperação do dependente é começar a trabalhar a si mesmo. 


segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Um Guia para a Família do Adicto ou Usuário de Drogas (Parte 4)

Continuação...
AMOR E COMPAIXÃO


Um dos maiores fracassos na abordagem de pessoas que abusam de drogas é a inabilidade para se compreender o significado do amor. Da mesma maneira que não se tem o direito de declarar: "se você me amasse, você não teria diabetes", não se tem o direito de declarar: "se você me amasse, não usaria drogas". 

O uso excessivo de drogas revela a existência de uma doença e doença é uma condição não uma atitude. 

Não está longe da verdade dizer que o dependente se sente não amado e não desejado - não é sem razão. O amor não pode existir sem a dimensão da justiça. O amor também precisa de compaixão, que significa suportar com ou sofre com uma pessoa. Compaixão não significa sofrer por causa da injustiça de uma pessoa. No entanto, os que estão próximos do dependente sofrem suas injustiças repetidamente. Narcóticos, sedativos e álcool são drogas que aliviam a dor. Este é o prazer da fuga química. É um artifício solucionador de problemas, que alivia o desconforto, a ansiedade, a tensão e o ressentimento. Drogas, incluindo o álcool, permitem ao indivíduo evitar momentaneamente a dor, mas na família, a dor, tensão, ansiedade e ressentimento são violentamente aumentados. 

Quando o efeito das drogas passa, quando o indivíduo está limpo e sóbrio, ele não mais deseja sofrer as consequências do uso de drogas. pode até haver um desejo enorme de não discutir o que aconteceu ou o reverso da medalha também pode surgir. Remorso e culpa podem compelir o dependente a mostrar-se perante a família, suplicar misericórdia e prometer que não acontecerá de novo. Casa tentativa é a de atingir a mesma meta - evitar as consequências do abuso de drogas. Se o dependente tiver sucesso com um dos dois métodos, sua dor é novamente evitada ou aliviada, mas a família de novo paga o preço do alcoolismo ou da adicção.

O AMOR É DESTRUÍDO

O amor não consegue subsistir a esse tipo de ação e de interação. O dependente usa drogas ou álcool para escapar da dor e aprende como usar a família para fugir das consequência dolorosas. A família sofre quando o dependente usa drogas e também sofre as consequências dolorosas. Se a família suporta a dor e absorve as consequências, então a compaixão não poderá existir. Compaixão é suportar com ou sofrer com a pessoa, e não sofrer por causa do desejo do outro de  não sofrer as consequências. Ou seja, sofrer as consequências no lugar do outro não é compaixão. 

O único meio do amor subsistir é que a família aprenda a não sofrer, quando o uso de drogas do dependente estiver progredindo, e se recusa a desfazer as consequências do seu uso. Qualquer coisa diferente, ou menos que isto, não é compaixão e qualquer relacionamento sem justiça e compaixão não é amor. 

Fatores que complicam a situação familiar estão muitas vezes envolvidos. Existe muitas vezes aqueles que precisam exercer um certo grau de autoritarismo sobre o outro, ou seja, necessita que o outro seja dependente de si para alimentar suas neuroses pessoais. É necessário que cada um olhe bem para si mesmo, para ter essa certeza de que essa necessidade não exista. 

Masoquismo é a necessidade de sofrer para poder encontrar em senso de autoestima e valor na vida. É encontrado, às vezes, em mulheres ou mães de usuários de drogas, pois elas dependem desse meio de sofrimento para satisfazer suas próprias necessidades emocionais. Alguma pessoas são sádicas e precisam ter alguém a mão par castigar e  dependente serve para este propósito. 

Outros precisam dominar e controlar outras pessoas e dependentes suprem e se encaixam no exercício desse controle e domínio. Se qualquer destas três situações existir, então o não usuário pode ter uma doença mais seria ainda que a dependência química, e esta precisa ser tratada e detida, para que esta pessoa possa tomar uma atitude que não seja a de contribuir para o progresso da dependência. 

Por isso ser faz necessário, que toda a família seja ouvida e ajudada no convívio e atitudes para com o dependente. Daí a importância dos grupos de apoio familiar como, por exemplo, o Amor Exigente.



... continua na próxima semana. 

Fonte: Desconhecida

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Momentos

Numa noite normal com o passado largado da memória, um homem reencontra, no lugar a que chama casa, lembranças de um tempo que viveu. 


quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Um Guia para a Família do Adicto ou Usuário de Drogas (Parte 3)

ABUSO DE DROGAS, UMA DOENÇA DA FAMÍLIA

O dependente de drogas é levado à progressão da doença quando aqueles que o cercam são incapazes de lidar com a ansiedade que ele provocou. Isto é, com efeito, parte da doença. Nem o dependente, nem aqueles emocionalmente envolvidos com ele são capazes de enfrentar a realidade. A emissão de um cheque sem fundos e o resgate do cheque, pela família, nada mais são do que dois lados do mesmo problema. O dependente não pode desfazer o que os outros fizeram. Se a família resgata o cheque, o dependente não pode fazê-lo, e, portanto, este fracasso se torna permanente. Isto, na realidade, aumenta o sentimento de fracasso e culpa do dependente e aumenta o sentimento de hostilidade e condenação da família. A situação toda piora. A família não passou o cheque sem fundos, mas, ao resgatá-lo, de algum modo, deu a sua aprovação àquele ato, enquanto o condenaram verbalmente. 

O adicto ou usuário pode continuar negando que tenha um problema de abuso de drogas e que precisa de ajuda, enquanto a família lhe der proteção automática ou livrá-lo das consequências. Cada vez que a família reage, na sua maneira usual, o crescimento da sua maturidade fica perdido e o comportamento imaturo do dependente é perpetuado e encorajado. 

A raiva e a ansiedade devem ser evitadas pela família ou ela contribuirá para a progressão da doença. Os membros da família devem primeiro aprender a lidar com seus próprios problemas, antes que quaisquer efeitos benéficos possam atingir o adicto ou o usuário. 

A ajuda para o dependente de drogas e para sua família deveria ser procurada fora do círculo de parentes, amigos e de vizinhos. De preferência, deve vir de pessoas treinadas nesta área de trabalho ou de programas de recuperação. As famílias podem ajudá-lo, estando prontas para sugerir recursos, tais como o programa dos Doze Passos ou com o aconselhamento profissional. Quando membros procuram ajudar, individualmente,  no mesmo programa ou num programa semelhante, tal como do Grupo Amor Exigente, muitas vezes lançam as sementes para a recuperação da família. 

... continua na próxima semana. 

Fonte: Desconhecida

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Um Guia para a Família do Adicto ou Usuário de Drogas (Parte 2)

Continuação...
AS  ARMAS  DO  DEPENDENTE

A primeira arma é a habilidade de provocar raiva ou perda de controle das emoções. Se o familiar ou amigo fica zangado ou hostil, sua habilidade de ajuda ao dependente é destruída completamente. Consciente ou inconscientemente, o dependente está rejeitando uma imagem de auto-aversão contra a outra pessoa. 

Quando aqueles mais próximos do dependente reagem com raiva, de uma maneira hostil, ele se sente justificado no abuso anterior e tem mais desculpas para mais uso de drogas no futuro. Os deuses primeiro provocam raiva naqueles que eles querem destruir, e o dependente tem uma longa experiência de agir como um pequeno deus. Se perdemos a calma, todas as chances de poder ajudar são jogadas fora pelo menos naquele momento. 

A segunda arma é a habilidade de provocar ansiedade da família. Assim, os familiares são muitas vezes compelidos a fazer pelo dependente aquilo que somente ele deveria fazer por si mesmo, para que a doença possa ser detida. Nos seus esforços errados, feitos para ajudar, familiares se encontram repetidas vezes protegendo o dependente das consequências de suas ações, encobrindo, protegendo, proporcionando espaços para que ele possa se destruir. 

Um "cheque sem fundos" é um bom exemplo para ilustrar este princípio. O dependente não tem dinheiro para honrar o cheque. Quando a ansiedade ou o constrangimento da família se torna profundamente intenso, com o que poderá acontecer com este cheque sem fundos, eles garantem o dinheiro e cobrem o cheque. Isto alivia a ansiedade da família e do dependente, mas estabelece um padrão de comportamento para o dependente na área de solução de problemas. Ele agora aprende que a família não vai deixá-lo sofrer as consequências de suas ações e tem certeza que isto vai acontecer sempre que ele passar "cheque sem fundos". 

... continua na próxima semana.

Fonte: Desconhecida




terça-feira, 26 de agosto de 2014

A Importância da Laborterapia

Aos trabalhos efetuados na C. T. Terra Santa se dá o nome de laborterapia - o trabalho com função terapêutica - e esta tem como função auxiliar na desintoxicação física. O contato da pessoa com o sol, terra, água, plantas e animais proporcionam também uma interação sadia com a natureza . Serviços de horticultura, jardinagem, capina, cuidado com os suínos e outros, fazem com que o residente tenha constante e comedida atividade física e, consequentemente, a paulatina eliminação dos tóxicos do organismo.

Além dos serviços externos, os quais são realizados na sua maioria pela manhã, o residente executa tarefas de cozinha, lavar e passar a própria roupa, arrumar sua cama, limpeza da casa, ou seja, todos os afazeres existentes dentro da C.T são executados pelos próprios residentes em escala elaborada pela equipe técnica e sempre em forma de rodízio - aqueles residentes que apresentam dificuldade de ordem física para realizar determinado tipo de trabalho serão escalados para tarefas mais compatíveis com sua capacidade. 

Espera-se que a laborterapia desperte no dependente valores antes não conhecidos ou respeitados - é o caso, por exemplo, de alguém que esteja cozinhando e que poderá começar a valorizar todas as vezes que alguém lhe fazia uma refeição - mãe, esposa e, até mesmo o residente escalado na semana anterior. 



Fonte: Copyright 2014 C.A.R.T.A – Centro de Apoio Reabilitação e Terapia ao Dependente Químico
Adaptado por: C. T. Terra Santa



segunda-feira, 25 de agosto de 2014

A Droga Mata...

Veja o que as drogas fazem com você!! Caia fora, busque ajuda enquanto há tempo! 
 
 

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Um Guia para a Família do Adicto ou Usuário de Drogas (Parte 1)

Para aqueles que estão desejando a recuperação (família, amigos, namorada), podem contribuir seguindo nossa orientações e incentivando a permanência dele até o final do tratamento, e, nos dias de visita, não ceder a manipulações emocionais do tipo: "Eu já estou bom", ou "Nunca mais usarei", ou ainda, "Estou com saudades da família", "foi a pior coisa que vocês podiam fazer". Temos que compreender que já há muito tempo ele vem sendo enganado pela droga e vem enganando a todos. Amar e desejar que ele se recupere, isso exige que todos suportem juntos esse período. 

A melhor defesa de uma família para o impacto emocional do abuso de drogas é adquirir conhecimento, alcançando assim a maturidade e a coragem que são necessárias para torná-lo efetivo.  
    
Pessoas que são capazes de ajudar adictos ou usuários, fora de sua família, tornam-se confusas e destrutivas, quando um membro de sua própria família se envolve com este problema. O parente mais próximo ou a pessoa que se sentir mais responsável pelo dependente, em geral, precisa de mais assistência e orientação do que o próprio "usuário". 

Dependência química é uma doença que tem um impacto tremendo sobre os familiares mais próximos, e, os mais afetados são os pais, maridos ou mulheres, irmãs, irmãos e filhos. Quanto mais distorcidas ficam as emoções destas pessoas, mais inadequada fica a sua ajuda. A interação entre o usuário de drogas e sua família pode e frequentemente se torna destrutiva em vez de construtiva. 

Por exemplo, os mais chegados ao usuário ou adicto podem achar-se culpados por todas as suas dificuldades. Isto pode chegar a um ponto em que começam a ter medo diante da possibilidade de que isto seja verdadeiro. Contudo, a adicção é uma doença. Ninguém é responsável pela dependência de drogas de outra pessoa ou pela sua recuperação. No entanto, por falta de conhecimento, aqueles mais chegados ao dependente podem permitir que a doença passe despercebida, apoiar o seu desenvolvimento e contribuir para que o tratamento seja evitado. Através da compreensão do problema e com coragem, o familiar pode tomar atitudes que levam o dependente a uma recuperação antecipada - apesar de que esta recuperação não pode ser absolutamente assegurada. 

As pessoas diretamente envolvidas na vida do dependente não podem "tratar" da doença. Nenhum médico se automedica numa doença grave, e poucos atuarão como médicos para a sua própria família, especialmente marido e mulher, pais e filhos. A medida que o abuso de drogas progride, aqueles mais próximos do dependente ficam emocionalmente envolvidos. A melhor ajuda que eles podem dar, inicialmente, é procurar auxílio e orientação para a sua própria situação, para que eles não atuem como facilitadores apoiando o padrão progressivo da doença da dependência química. Os erros cometidos por pais e parentes próximos, cheios de boas intenções, são inacreditáveis e, na maioria das vezes, tornam mais difícil a recuperação do dependente de drogas.


Antes de mais nada, é preciso compreender que a família pode fazer tudo que é conhecido e dado como certo, porém a doença pode prosseguir incontrolada. No entanto, se a família estiver disposta a aprender os fatos reais sobre o abuso de drogas e dependência química, e fazer o uso desse conhecimento, as possibilidades de recuperação aumentam consideravelmente.  Na realidade, a melhor forma de ajudar na recuperação de qualquer adicto ou usuário é remover a ignorância, adquirir uma atitude adequada - baseada no conhecimento - e ter a coragem de praticar estes princípios, quando estiver lidando com o dependente. Começar de forma habitual, na tentativa de ajudar o dependente a parar de usar drogas, sem primeiro aprender a olhar atentamente as próprias reações e tentar fazer esforço efetivo de mudanças em si mesmo, simplesmente fará a situação piorar.

Inicialmente, precisamos compreender que os problemas da dependência química não estão somente nos químicos, mas nas pessoas que estão usando esses químicos.

No entanto, a recuperação verdadeira só começa quando a pessoa inicia o seu afastamento completo do uso de drogas, do álcool ou de outras substâncias que alteram amente. Recuperação é algo semelhante a construção de um arco gótico. Existem fundações invisíveis, muitas pessoas podem colocar várias pedras no arco, masa pedra angular ter que ser colocada pelo próprio dependente, senão a estrutura toda cai. Ninguém pode fazer pelo dependente aquilo que só ele pode fazer por si próprio. Você não pode tomar remédio pelo paciente e esperar que o paciente se beneficie. Opções e decisões tem que  ser feitas e tomadas pelo dependente, por vontade própria, para que a recuperação ocorra em bases permanentes.

É assustador como o dependente controla a família, especialmente pai e mãe, a mulher ou marido. O dependente usa drogas cada vez mais. A família berra, grita, esbraveja, implora, pede, reza, ameaça e pratica o silêncio como remédio. Mas, também, encobre, protege e defende das consequências do uso de drogas. Se o dependente continua agindo como um pequeno Deus é porque a família ajuda a manter a ilusão de onipotência. Para preservar essa neurose de onipotência (a tentativa de agir como Deus), o dependente tem duas armas primordiais: 

... continua na próxima semana. 

Fonte: Desconhecida

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Governo de São Paulo lança Selo "Parceiro do Programa Recomeço"

A Casa Assistencial e a C. T. Terra Santa participaram no dia 27 de maio de 2.014 do lançamento do Selo "Parceiro do Programa Recomeço" no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. Mais um passo sendo dado para que mais pessoas tenham acesso e oportunidade de iniciar um caminho de recuperação e vida sem drogas! Sim, é possível um RECOMEÇO!

Participaram desse evento, o Orientador da Terra Santa, Antonio Carlos (Magrão), a Assistente Social, Marina Malpica Malheiro, Regina Andrade do administrativo e ainda o Vice-Prefeito de Colina Ronaldo Daher. 

Fica aqui o nosso agradecimento ao Ronaldo Daher que, como sempre,  não mediu esforços para que estivéssemos nesse evento, seu apoio e incentivo ao nosso trabalho tem sido de suma importância para que cada dia mais pessoas possam ter a chance de um recomeço através desse trabalho realizado na Terra Santa. 



Além do governador Geraldo Alckmin, participaram da cerimônia os secretários Rogerio Hamam (Desenvolvimento Social), Eloisa Arruda (Justiça), David Uip (Saúde), Nelson Baeta (Desenvolvimento Econômico) e Eufrozino Pereira (Trabalho), Ronaldo Laranjeira (Coordenador do Programa) além de deputados, empresários, ex-dependentes reabilitados, familiares e equipe técnica do Programa. 

O reconhecimento será concedido a empresas e organizações públicas que voluntariamente se comprometerem a desenvolver ações de prevenção, tratamento, reinserção social, acesso à Justiça e à cidadania e, principalmente, oferecer emprego a dependentes químicos reabilitados pelo Recomeço.

“Para grandes desafios, precisamos formar um grande time”, iniciou Alckmin. “O crack é uma droga recente, chegou há menos de 30 anos, mas hoje já atinge dois milhões de pessoas no Brasil. Por isso, esse problema não é apenas questão de Estado, mas da sociedade”, afirmou.

Segundo o governador, o programa já vinha oferecendo ações de prevenção, abordagem, tratamento, comunidades terapêuticas e, agora, com o Selo, a reinserção social por meio do mercado de trabalho. Para essa fase, enfatiza: “precisamos de empresas e empreendedores para abrirmos muitas vagas. Esse Selo é o selo do amor”, finalizou.

O empresário Sergio de Nadai falou do desejo em receber o selo social e prometeu, ao governador, cinco postos de emprego por mês aos reabilitados do Programa Recomeço. “Isso é uma obrigação de todo empresário. Não adianta dar uma vassoura e uma pá para varrer a rua onde está a droga. É preciso dar tratamento para depois reintegrá-lo na sociedade”, completou.

“Serão dignas do reconhecimento do Governo de São Paulo as organizações públicas e privadas dispostas que tratarem e reinserirem social e profissionalmente os reabilitados”, afirmou Rogerio Hamam, secretário de Desenvolvimento Social. O objetivo do Selo Recomeço é incentivar parceiros a oferecer oportunidades de reinserção social no mercado de trabalho para os pacientes avaliados como estáveis (com acompanhamento e compromisso do beneficiário em continuar o tratamento).

Programa Recomeço
O Programa Recomeço de enfrentamento ao crack é uma ação do Governo do Estado de São Paulo. Ele tem por objetivo a execução de ações de prevenção, tratamento, reinserção social, acesso à justiça e cidadania, redução de situações de vulnerabilidade social e de saúde para os usuários de substâncias psicoativas, especialmente o crack, e seus familiares.

Para atender a demanda de recuperação em acolhimento social no interior do Estado, foi criado o Cartão Recomeço. A seleção das entidades é feita por Edital de Chamamento Público lançado em maio/2013 pela Secretaria de Justiça, ainda aberto para entidades interessadas. 
Fonte: http://www.desenvolvimentosocial.sp.gov.br/lenoticia.php?id=2237

Para nós é motivo de muita alegria poder fazer parte desse Projeto, sendo selecionada para o Cartão Recomeço, pois é o reconhecimento de todo o esforço, trabalho e dedicação em prol daqueles que desejam sair da "escuridão" do mundo das drogas e reiniciar uma nova história, uma nova vida, um novo começo! 

Que Deus nos abençoe a todos e esteja sempre na direção de todo esse trabalho! 

Rita Dalmaaso (Coordenadora Coord. Ass. Social), Marcia Muzetti (Diretora Drads Barretos)
Ronaldo Daher,   Dep. Estadual Sebastião Santos, Regina Andrade e Marina M. Malheiro

Ronaldo Laranjeira (Coordenador do Programa), Antonio Carlos (Magrão)

Regina Andrade (Administrativo Canlab/TS), Ronaldo Daher (vice prefeito Colina/SP)
Antonio Carlos (Magrão)

Marina M. Malheiro (Ass. Social - Canlab/TS),
Padre Haroldo (Instituto Pe Haroldo)
Antonio Carlos (Magrão)
Ronaldo Daher,  Regina Andrade,  Dep. Federal Dr. Eleuses Paiva,
Marina M. Malheiro e Antonio Carlos