DANDO CONTINUIDADE AO TEXTO " A FAMÍLIA QUE FAZ A DIFERENÇA NO ENFRENTAMENTO AO ABUSO E DEPENDÊNCIA DE DROGAS" APRESENTAREI OS FATORES DE RISCO E PROTEÇÃO.
Fatores de risco e proteção no cuidar e educar
É importante conhecer o potencial de risco e os fatores de
proteção existentes na família porque podem contribuir para mudar o curso de um
acontecimento.
Riscos
- Pais abusadores ou dependentes, por seus exemplos de conduta;
- Isolamento social entre os membros e segredos familiares;
- Relações conflituosas ou excessivamente permissivas;
- Falta de estímulo da família para os estudos, lazer e outras práticas laborais;
- Ausência do elemento paterno, agressividade e relações disfuncionais;
- Inexistência de diálogo e afetividade na comunicação entre os membros, acarretando resistência ao assunto e, portanto, ao tratamento;
- Ausência e descontinuidade de critérios na aplicação de regras familiares e limites;
- Desinteresse dos pais pelas atividades e conquistas dos filhos e na participação de seus sucessos e fracassos;
- Tolerância dos pais em relação ao consumo de álcool e tabaco;
- Falta de informação sobre as drogas;
- Crises socioeconômicas;
- Incoerência e incongruência dos pais quanto ao padrão educacional a ser adotado para os filhos;
- Expectativas negativas em relação aos filhos, aos cônjuges e companheiros;
- Pais que não fornecem um bom modelo social e que, portanto, não transmitem as normas e valores morais socialmente aceitos.
Proteção
- Vinculação familiar com o desenvolvimento de valores, boa interação entre os membros;
- Compartilhamento de tarefas no lar;
- Diálogo e troca de informações entre os membros sobre suas rotinas e práticas diárias;
- Valorização de um padrão de vida saudável na família;
- Laços afetivos significativos entre os membros;
- Estímulo e valorização da educação formal;
- Expectativas positivas em relação aos filhos e aos demais membros da família;
- Predomínio de estilo compreensivo de vida sem autoritarismo ou permissividade, mas com limites;
- Relação de confiança entre pais e filhos;
- Manifestação de interesse dos pais pela vida dos filhos e participação nos sucessos e fracassos dos mesmos;
- Presença e constância de critérios claros na aplicação de regras disciplinares e desenvolvimento de valores no ambiente familiar;
- Presença dos pais como modelos positivos quanto às questões sociais e morais e cultivo de valores familiares;
- Postura clara e assertiva quanto ao uso de drogas pelos membros da família.
QUESTÕES PARA OS PAIS RESPONDEREM E COMPARTILHAREM ENTRE SI
- Escreva três qualidades que você mais admira em cada um dos seus filhos ou suas filhas.
- Escreva três limitações que causam preocupação com cada um dos seus filhos ou suas filhas e que requerem mais atenção.
- Quais são seus medos em relação aos filhos ou filhas?
- Já se sentiu mal sobre como os educa? O que fez quando se sentiu assim?
- O que você mais admira em si como pai ou mãe?
- Caso tenha um companheiro ou companheira, o que mais admira nessa pessoa como pai ou mãe?
- Com quem você conta quando não sabe lidar com seu filho ou sua filha?
- O que você gostaria de dizer aos outros pais a partir de sua experiência como pai ou mãe? Registre aqui sua mensagem.
Espero que todos possam ter feito reflexões que os ajudem
não apenas a lidar com as dificuldades do dia a dia como também a identificar e
valorizar o que a família tem apresentado de pontos fortes.
Fonte: http://clinicalibertamente.com.br/a-familia-que-faz-a-diferenca-parte-2/

Fico pensando em como está a educação do Brasil hoje! Os pais, não estão mais acostumados a passar valores próprios e familiares para seus filhos. Na sua correria para conquistar as coisas ou, na grande maioria, para sustentar as suas famílias, isso tem ficado como tarefa para a escola. E como isso não é tarefa da escola, tem ficado a desejar e muito tem se perdido Fácil perceber isso agora na pandemia, muitos pais estão sofrendo pois não estão conseguindo lidar com seus filhos sem a escola, se sentem perdidos e sobrecarregados. Resultado de tudo isso: a família atual não oferece esse lugar de proteção sugerido no texto. A escola acaba não sendo também fator de proteção pois não damos conta de suprir o que falta na família (por mais que queiramos não é nosso papel)! Texto uito bem escrito e bem colocado, é necessário uma boa reflexão de nós pais: "Eu sou fator de proteção, sou realmente proteção? O que tenho feito? Meu filho confie em mim, me vê como proteção? O que devo mudar? Preciso de ajuda? E nós como educadores uma reflexão como escola: o que podemos fazer? temos realmente ajudado as famílias a ajudar seus filhos? Temos investido na prevenção? Seria difícil promover algo, nem que fosse duas vezes ao ano para as famílias nessa área? Lembre-se escola lugar de educação: oferecer educação (conhecimento)aos pais é investir na educação de nossos alunos. (apenas uma provocação).
ResponderExcluirMaria Emília (São Paulo - SP)
Professora de Sociologia
*Não consegui logar, por isso ficou anônimo