A FAMÍLIA QUE FAZ A DIFERENÇA NO ENFRENTAMENTO AO ABUSO E
DEPENDÊNCIA DE DROGAS: O QUE É PRECISO SABER PARA QUE A SUA SEJA UMA DELAS!
A sociedade tem passado por várias modificações o que, consequentemente, modifica também o conceito de FAMÍLIA.
“Família pode ser entendida como um conjunto de pessoas que
fazem parte de um mesmo núcleo vivendo sob um mesmo teto, com pai e mãe
trabalhando, ou como um conjunto maior englobando parentes próximos que vivem
juntos, ou com filhos apenas com um dos pais, ou avós cuidando de seus netos,
ou uma família reorganizada a partir de duas famílias, cujos cônjuges se
separaram, ou ainda pessoas do mesmo sexo convivendo com ou sem filhos”.
(JUNGERMAN, F. S. e ZANELATTO, N. A., 2007)
Segundo Jungerman e Zanelatto (2007), vários trabalhos na
literatura atual abordam a dependência de drogas como um fenômeno que afeta não
somente o usuário, mas também seu sistema familiar, mostrando a importância do
estudo do funcionamento relacional destas famílias.
É fato que, para algumas famílias, as dificuldades e
situações de risco enfrentadas parecem maiores que seus recursos internos. É
fundamental valorizar os pontos fortes e elucidar os pontos a melhorar, por
mais difícil que seja o desafio vivenciado no momento.
O que é ser responsável por uma família nesta sociedade que
nos traz inúmeros desafios no cotidiano?
“Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é” (Caetano
Veloso)
Como diz a música, apenas o indivíduo sabe de suas
experiências vividas, desafios, dificuldades, inseguranças, medos, inquietações
e, por essa razão, também das suas possibilidades de crescimento.
- Seu papel é fundamental, tanto o de acolher e cuidar dos membros da família quanto o de estabelecer regras claras e coerentes;
- Aproveite a sabedoria que você adquiriu ao longo de sua história! As experiências e as dificuldades vividas geram conhecimentos e habilidades para lidar com as várias situações que surgem na vida;
- O afeto e a confiança na família são verdadeiros aliados para que os limites possam ser colocados de forma tranquila e construtiva;
- Educar é também dizer “NÃO” na hora certa, explicando as razões da negativa. Filhos que compreendem que não podem ter tudo o que querem aprendem a lidar com frustrações. Filhos para os quais nada é negado não estarão preparados para as dificuldades da vida;
- Alguns pais e ou responsáveis incluem na receita de educação e cuidado dos filhos excesso de proteção (superproteção) ou proteção de menos (negligência). Na superproteção, os pais acreditam que os filhos são frágeis e que, portanto, precisam ser poupados de tudo o que possa causar incômodo ou gerar dificuldades. Na negligência, os pais, por vários motivos, deixam de cuidar, de repreender ou de proteger quando necessário. Os dois extremos podem trazer muitos danos para a pessoa que está no processo de crescimento.
- É fundamental reconhecer aquilo que os filhos fazem de bom, pois isso fortalece a autoestima deles. Portanto, elogie as conquistas e os bons comportamentos. Todo mundo gosta de ser reconhecido! Isso ajudará seu filho ou sua filha a confiar em si e na sua capacidade de realizar algo bom;
Evite comparações! Comparar não vai fazer seu filho ou sua filha se comportar como você quer. Comparações pode fazer com que a pessoa se sinta desvalorizada. Em alguns casos, esse sentimento pode provocar uma atitude contrária à esperada;
- Procure informações sobre o que ocorre com o corpo e a mente na fase de desenvolvimento em que seu filho ou sua filha se encontra. Isso o ajudará a compreender suas ações, sentimentos e pensamentos. Ouvir a pessoa verdadeiramente, conversar com ela e tentar entender o seu ponto de vista é positivo para ela e importante para sua família como um todo.

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