terça-feira, 26 de agosto de 2014

A Importância da Laborterapia

Aos trabalhos efetuados na C. T. Terra Santa se dá o nome de laborterapia - o trabalho com função terapêutica - e esta tem como função auxiliar na desintoxicação física. O contato da pessoa com o sol, terra, água, plantas e animais proporcionam também uma interação sadia com a natureza . Serviços de horticultura, jardinagem, capina, cuidado com os suínos e outros, fazem com que o residente tenha constante e comedida atividade física e, consequentemente, a paulatina eliminação dos tóxicos do organismo.

Além dos serviços externos, os quais são realizados na sua maioria pela manhã, o residente executa tarefas de cozinha, lavar e passar a própria roupa, arrumar sua cama, limpeza da casa, ou seja, todos os afazeres existentes dentro da C.T são executados pelos próprios residentes em escala elaborada pela equipe técnica e sempre em forma de rodízio - aqueles residentes que apresentam dificuldade de ordem física para realizar determinado tipo de trabalho serão escalados para tarefas mais compatíveis com sua capacidade. 

Espera-se que a laborterapia desperte no dependente valores antes não conhecidos ou respeitados - é o caso, por exemplo, de alguém que esteja cozinhando e que poderá começar a valorizar todas as vezes que alguém lhe fazia uma refeição - mãe, esposa e, até mesmo o residente escalado na semana anterior. 



Fonte: Copyright 2014 C.A.R.T.A – Centro de Apoio Reabilitação e Terapia ao Dependente Químico
Adaptado por: C. T. Terra Santa



segunda-feira, 25 de agosto de 2014

A Droga Mata...

Veja o que as drogas fazem com você!! Caia fora, busque ajuda enquanto há tempo! 
 
 

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Um Guia para a Família do Adicto ou Usuário de Drogas (Parte 1)

Para aqueles que estão desejando a recuperação (família, amigos, namorada), podem contribuir seguindo nossa orientações e incentivando a permanência dele até o final do tratamento, e, nos dias de visita, não ceder a manipulações emocionais do tipo: "Eu já estou bom", ou "Nunca mais usarei", ou ainda, "Estou com saudades da família", "foi a pior coisa que vocês podiam fazer". Temos que compreender que já há muito tempo ele vem sendo enganado pela droga e vem enganando a todos. Amar e desejar que ele se recupere, isso exige que todos suportem juntos esse período. 

A melhor defesa de uma família para o impacto emocional do abuso de drogas é adquirir conhecimento, alcançando assim a maturidade e a coragem que são necessárias para torná-lo efetivo.  
    
Pessoas que são capazes de ajudar adictos ou usuários, fora de sua família, tornam-se confusas e destrutivas, quando um membro de sua própria família se envolve com este problema. O parente mais próximo ou a pessoa que se sentir mais responsável pelo dependente, em geral, precisa de mais assistência e orientação do que o próprio "usuário". 

Dependência química é uma doença que tem um impacto tremendo sobre os familiares mais próximos, e, os mais afetados são os pais, maridos ou mulheres, irmãs, irmãos e filhos. Quanto mais distorcidas ficam as emoções destas pessoas, mais inadequada fica a sua ajuda. A interação entre o usuário de drogas e sua família pode e frequentemente se torna destrutiva em vez de construtiva. 

Por exemplo, os mais chegados ao usuário ou adicto podem achar-se culpados por todas as suas dificuldades. Isto pode chegar a um ponto em que começam a ter medo diante da possibilidade de que isto seja verdadeiro. Contudo, a adicção é uma doença. Ninguém é responsável pela dependência de drogas de outra pessoa ou pela sua recuperação. No entanto, por falta de conhecimento, aqueles mais chegados ao dependente podem permitir que a doença passe despercebida, apoiar o seu desenvolvimento e contribuir para que o tratamento seja evitado. Através da compreensão do problema e com coragem, o familiar pode tomar atitudes que levam o dependente a uma recuperação antecipada - apesar de que esta recuperação não pode ser absolutamente assegurada. 

As pessoas diretamente envolvidas na vida do dependente não podem "tratar" da doença. Nenhum médico se automedica numa doença grave, e poucos atuarão como médicos para a sua própria família, especialmente marido e mulher, pais e filhos. A medida que o abuso de drogas progride, aqueles mais próximos do dependente ficam emocionalmente envolvidos. A melhor ajuda que eles podem dar, inicialmente, é procurar auxílio e orientação para a sua própria situação, para que eles não atuem como facilitadores apoiando o padrão progressivo da doença da dependência química. Os erros cometidos por pais e parentes próximos, cheios de boas intenções, são inacreditáveis e, na maioria das vezes, tornam mais difícil a recuperação do dependente de drogas.


Antes de mais nada, é preciso compreender que a família pode fazer tudo que é conhecido e dado como certo, porém a doença pode prosseguir incontrolada. No entanto, se a família estiver disposta a aprender os fatos reais sobre o abuso de drogas e dependência química, e fazer o uso desse conhecimento, as possibilidades de recuperação aumentam consideravelmente.  Na realidade, a melhor forma de ajudar na recuperação de qualquer adicto ou usuário é remover a ignorância, adquirir uma atitude adequada - baseada no conhecimento - e ter a coragem de praticar estes princípios, quando estiver lidando com o dependente. Começar de forma habitual, na tentativa de ajudar o dependente a parar de usar drogas, sem primeiro aprender a olhar atentamente as próprias reações e tentar fazer esforço efetivo de mudanças em si mesmo, simplesmente fará a situação piorar.

Inicialmente, precisamos compreender que os problemas da dependência química não estão somente nos químicos, mas nas pessoas que estão usando esses químicos.

No entanto, a recuperação verdadeira só começa quando a pessoa inicia o seu afastamento completo do uso de drogas, do álcool ou de outras substâncias que alteram amente. Recuperação é algo semelhante a construção de um arco gótico. Existem fundações invisíveis, muitas pessoas podem colocar várias pedras no arco, masa pedra angular ter que ser colocada pelo próprio dependente, senão a estrutura toda cai. Ninguém pode fazer pelo dependente aquilo que só ele pode fazer por si próprio. Você não pode tomar remédio pelo paciente e esperar que o paciente se beneficie. Opções e decisões tem que  ser feitas e tomadas pelo dependente, por vontade própria, para que a recuperação ocorra em bases permanentes.

É assustador como o dependente controla a família, especialmente pai e mãe, a mulher ou marido. O dependente usa drogas cada vez mais. A família berra, grita, esbraveja, implora, pede, reza, ameaça e pratica o silêncio como remédio. Mas, também, encobre, protege e defende das consequências do uso de drogas. Se o dependente continua agindo como um pequeno Deus é porque a família ajuda a manter a ilusão de onipotência. Para preservar essa neurose de onipotência (a tentativa de agir como Deus), o dependente tem duas armas primordiais: 

... continua na próxima semana. 

Fonte: Desconhecida

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Governo de São Paulo lança Selo "Parceiro do Programa Recomeço"

A Casa Assistencial e a C. T. Terra Santa participaram no dia 27 de maio de 2.014 do lançamento do Selo "Parceiro do Programa Recomeço" no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. Mais um passo sendo dado para que mais pessoas tenham acesso e oportunidade de iniciar um caminho de recuperação e vida sem drogas! Sim, é possível um RECOMEÇO!

Participaram desse evento, o Orientador da Terra Santa, Antonio Carlos (Magrão), a Assistente Social, Marina Malpica Malheiro, Regina Andrade do administrativo e ainda o Vice-Prefeito de Colina Ronaldo Daher. 

Fica aqui o nosso agradecimento ao Ronaldo Daher que, como sempre,  não mediu esforços para que estivéssemos nesse evento, seu apoio e incentivo ao nosso trabalho tem sido de suma importância para que cada dia mais pessoas possam ter a chance de um recomeço através desse trabalho realizado na Terra Santa. 



Além do governador Geraldo Alckmin, participaram da cerimônia os secretários Rogerio Hamam (Desenvolvimento Social), Eloisa Arruda (Justiça), David Uip (Saúde), Nelson Baeta (Desenvolvimento Econômico) e Eufrozino Pereira (Trabalho), Ronaldo Laranjeira (Coordenador do Programa) além de deputados, empresários, ex-dependentes reabilitados, familiares e equipe técnica do Programa. 

O reconhecimento será concedido a empresas e organizações públicas que voluntariamente se comprometerem a desenvolver ações de prevenção, tratamento, reinserção social, acesso à Justiça e à cidadania e, principalmente, oferecer emprego a dependentes químicos reabilitados pelo Recomeço.

“Para grandes desafios, precisamos formar um grande time”, iniciou Alckmin. “O crack é uma droga recente, chegou há menos de 30 anos, mas hoje já atinge dois milhões de pessoas no Brasil. Por isso, esse problema não é apenas questão de Estado, mas da sociedade”, afirmou.

Segundo o governador, o programa já vinha oferecendo ações de prevenção, abordagem, tratamento, comunidades terapêuticas e, agora, com o Selo, a reinserção social por meio do mercado de trabalho. Para essa fase, enfatiza: “precisamos de empresas e empreendedores para abrirmos muitas vagas. Esse Selo é o selo do amor”, finalizou.

O empresário Sergio de Nadai falou do desejo em receber o selo social e prometeu, ao governador, cinco postos de emprego por mês aos reabilitados do Programa Recomeço. “Isso é uma obrigação de todo empresário. Não adianta dar uma vassoura e uma pá para varrer a rua onde está a droga. É preciso dar tratamento para depois reintegrá-lo na sociedade”, completou.

“Serão dignas do reconhecimento do Governo de São Paulo as organizações públicas e privadas dispostas que tratarem e reinserirem social e profissionalmente os reabilitados”, afirmou Rogerio Hamam, secretário de Desenvolvimento Social. O objetivo do Selo Recomeço é incentivar parceiros a oferecer oportunidades de reinserção social no mercado de trabalho para os pacientes avaliados como estáveis (com acompanhamento e compromisso do beneficiário em continuar o tratamento).

Programa Recomeço
O Programa Recomeço de enfrentamento ao crack é uma ação do Governo do Estado de São Paulo. Ele tem por objetivo a execução de ações de prevenção, tratamento, reinserção social, acesso à justiça e cidadania, redução de situações de vulnerabilidade social e de saúde para os usuários de substâncias psicoativas, especialmente o crack, e seus familiares.

Para atender a demanda de recuperação em acolhimento social no interior do Estado, foi criado o Cartão Recomeço. A seleção das entidades é feita por Edital de Chamamento Público lançado em maio/2013 pela Secretaria de Justiça, ainda aberto para entidades interessadas. 
Fonte: http://www.desenvolvimentosocial.sp.gov.br/lenoticia.php?id=2237

Para nós é motivo de muita alegria poder fazer parte desse Projeto, sendo selecionada para o Cartão Recomeço, pois é o reconhecimento de todo o esforço, trabalho e dedicação em prol daqueles que desejam sair da "escuridão" do mundo das drogas e reiniciar uma nova história, uma nova vida, um novo começo! 

Que Deus nos abençoe a todos e esteja sempre na direção de todo esse trabalho! 

Rita Dalmaaso (Coordenadora Coord. Ass. Social), Marcia Muzetti (Diretora Drads Barretos)
Ronaldo Daher,   Dep. Estadual Sebastião Santos, Regina Andrade e Marina M. Malheiro

Ronaldo Laranjeira (Coordenador do Programa), Antonio Carlos (Magrão)

Regina Andrade (Administrativo Canlab/TS), Ronaldo Daher (vice prefeito Colina/SP)
Antonio Carlos (Magrão)

Marina M. Malheiro (Ass. Social - Canlab/TS),
Padre Haroldo (Instituto Pe Haroldo)
Antonio Carlos (Magrão)
Ronaldo Daher,  Regina Andrade,  Dep. Federal Dr. Eleuses Paiva,
Marina M. Malheiro e Antonio Carlos