Comunidade Terapêutica Terra Santa
quinta-feira, 21 de outubro de 2021
CODEPENDÊNCIA - Quando o cuidado torna-se uma doença
sexta-feira, 24 de setembro de 2021
Um Olhar sobre a Codependência na Dependência Química
Por Samuel de Souza Ferreira (Psicólogo)
André Luiz Granjeiro (Psicólogo, especialista em DP)
sexta-feira, 17 de setembro de 2021
A Pandemia de Bebida Alcoólica
Dados indicam aumento da circulação e do consumo de álcool no Brasil no último ano
Por Analice Gigliotti - Publicado em 30/06/2021
quinta-feira, 9 de setembro de 2021
Codependência Emocional: A Doença do Familiar do Dependente Químico
Ao pesquisar pelo termo codependência emocional na internet, percebe-se que há uma série de definições controvérsias sobre o assunto, a maioria envolvendo uma linguagem técnica.
Em contrapartida, a explicação dada por Melody Beattie através do livro "Codependência Nunca Mais", embora resumida, é bastante clara e precisa, onde a mesma define co-dependente como um indivíduo que permite que o comportamento de outra pessoa o afete, tornando-se obcecado em controlar tal comportamento.
Como os co-dependentes agem?
Na verdade não são apenas familiares de dependentes químicos que estão sujeitos a desenvolverem um quadro de codependência. Quem convive com uma pessoa depressiva, bipolar, jogador ou comedor compulsivo, criminoso, ninfomaníaco, esquizofrênico, ou até mesmo com um adolescente rebelde, pode se tornar inconscientemente obcecado em controlar o comportamento do outro.
Diferente dos manipuladores, que usam estratégias para influenciar e convencer a vítima a fazer as suas vontades, o co-dependente vive angustiado e excessivamente preocupado com o bem estar dos demais, seja de um filho (a), cônjuge, mãe/pai, etc. São genuinamente carinhosos, cuidadosos, protetores e contraditoriamente compreensivos, porém, o problema está na falta de limites ao imprimir essas qualidades.
Tal comportamento é extremamente prejudicial tanto para quem o possui quanto para as pessoas as quais se relaciona.
O co-dependente capta as emoções do outro e as transforma em suas próprias emoções, abandonando o "seu eu interior" para interiorizar os sentimentos alheios, ou seja, se alguém que ele cuide e ama não está feliz, o mesmo também não consegue sentir-se feliz, exatamente por pensar que é o responsável pela felicidade do seu "protegido".
Exemplo: Imagine um relacionamento onde a mãe de um dependente químico acompanha o declínio do mesmo por causa do uso de drogas e obviamente tenta livrá-lo dessa situação dando conselhos e até discutindo ou aplicando um castigo como forma de punição, mas sem sucesso.
Então a mãe acaba recorrendo à internação do filho como sua última esperança. Porém, após várias recaídas ela acredita que seus esforços foram em vão, e por não estar emocionalmente preparada para lidar com a doença dele, a mesma desenvolve comportamentos co-dependentes. Começa a dizer frases como:
- Por que você faz isso comigo? Ela sente que os danos causados pela droga a afetam tanto quanto o filho.
- Por que você está fazendo isso? Não entende que o dependente químico não possui pleno controle sobre as próprias ações, pois o cérebro está sob constante efeito das substâncias.
- Onde foi que eu errei? Essa frase configura o sentimento de culpa do co-dependente.
- Por que você não deixa eu te ajudar? Ela não consegue reconhecer seus esforços para ajudá-lo e por não haver melhora no quadro de dependência, a mesma sente-se impotente.
- Me conta o que está havendo com você. Apesar de saber exatamente o que se passa com o filho, ela busca avidamente a causa ou algo que justifique o comportamento dele.
- Segui-lo até os lugares onde ele frequenta;
- Vasculhar seus pertences pessoais como bolsa, mochila, carteira, gavetas, etc.;
- Tentar ou impedir que ele saia de casa;
- Ligar diariamente para amigos e familiares de amigos, ou colegas de trabalho para saber sobre ele.
quarta-feira, 1 de setembro de 2021
quinta-feira, 20 de agosto de 2020
CT Terra Santa e a Pandemia de COVID-19
Para isso a Febract (Federação
Brasileira de Comunidades Terapêuticas), lançou o Manual de Orientação para
Comunidades Terapêuticas, um guia para novos acolhimentos, visitas e saídas.
Como consta no Manual “infelizmente o COVID-19 perdurará
por tempo indeterminado entre todos nós, e as Comunidades Terapêuticas precisam se organizar para realizar os
procedimentos de novos acolhimentos, principalmente considerando que o público
atendido pelas CTs tem grandes chances de estar contaminado com COVID-19 em
razão de sua vulnerabilidade social”.
Sendo assim, a CT Terra Santa teve que se reestruturar em seu espaço físico para receber novos acolhidos em regime de quarentena, onde os recém chegados ficarão em espaço próprio, separados dos demais espaços e acolhidos da CT, por 14 dias, onde ficarão em observação.
Contudo, não basta apenas separar. É necessário também uma equipe exclusiva para o atendimento dos acolhidos no
espaço de quarentena, bem como Plano Terapêutico próprio para esse período.
A CT Terra Santa após reestruturação e reforma do espaço, montou seu Plano de Atenção ao COVID-19, optando por fazer esse período de quarentena com dois acolhidos de cada vez, direcionando dois profissionais exclusivos para esse atendimento, a psicóloga Najlah e conselheiro (sócio-educador) Thiago.
Para que o processo de quarentena
seja seguro é necessário o cumprimento de algumas regras que estão estabelecidas
no Plano de Atenção da Terra Santa, conforme orientações do Manual:
- Os novos acolhimentos devem ser feitos em bloco, ou seja, ambos devem chegar no mesmo dia, determinando o tempo zero.
- É obrigatório o uso de máscaras.
- Monitorar diariamente os acolhidos quanto à febre, sintomas respiratórios e outros sinais e sintomas da COVID-19.
- Uma boa articulação com a Saúde, para socorro imediato no Centro de Enfrentamento ao COVID-19 de Colina, ao sinal de qualquer sintoma.
- Orientações aos acolhidos sobre todos os protocolos de segurança como: higienização correta das mãos, etiqueta de tosse, distanciamento pessoal, o não compartilhamento de objetos pessoais.
- Garantir o acesso dos acolhidos ao material de higienização e demais EPIs.
- Os profissionais exclusivos para esse atendimento devem fazer uso dos EPIs necessários para sua segurança como: máscaras, protetor facial, avental, luvas e touca, que devem ter o seu fornecimento garantido pela CT.
- Esses profissionais não deverão ter contato com as demais dependências da CT Terra Santa, bem como com os demais acolhidos que já saíram do período de quarentena.
- As atividades do Plano Terapêutico deverão respeitar o distanciamento social e os atendimentos psicológicos serão feitos em espaço aberto (ar livre), garantindo assim o sigilo e privacidade do atendimento.
- Os atendimentos com a assistente social, durante esse período será feito por chamada de vídeo.
- O contato familiar acontecerá normalmente através de chamada de vídeo, com o uso de um celular próprio para utilização desses acolhidos.
- A alimentação, preparada na cozinha da Terra Santa, será acondicionada em utensílio exclusivos, e servida pelo profissional da quarentena, utilizando pratos e talheres descartáveis.
Nosso desejo é que a CT Terra Santa possa continuar sendo referência de acolhimento em nossa região, mesmo em tempos de pandemia, e que possamos seguir melhorando cada vez mais para atender àqueles que necessitam de uma nova chance de recomeço, aprendendo as ferramentas necessárias para construir um novo estilo de vida.
Maiores informações pelos telefones: (17) 3341-4066, (17) 99676-5697 e (17) 99645-71-34.
quinta-feira, 6 de agosto de 2020
EFEITOS COLATERAIS DA COCAÍNA
Contudo, apesar dos malefícios e da proibição, infelizmente, essa droga é muito consumida, até mesmo nas estradas brasileiras por motoristas de caminhão que desejam ter uma “resistência” maior para encarar os longos períodos de viagem. Porém, a grande maioria de pessoas que começam o uso da cocaína não conhecem realmente os riscos e malefícios dos efeitos dessa droga.
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É comumente, consumida por aspiração nasal, mas também pode ser injetada. Por aspiração, o efeito da cocaína demora 10 minutos, aproximadamente, para acontecer. Já por via intravenosa ela é instantânea e, em ambos os casos, costumam durar 30 minutos.
Os efeitos de quem aspira ou injeta o pó (Cocaína) já é perceptível nos momentos iniciais ao consumo, agindo instantaneamente no corpo humano. Ela afeta principalmente as atividades cerebrais e influencia na capacidade motora e sensorial do corpo da pessoa. Isso resulta em sintomas como:
Nervosismo extremo
Delírios,
Insônias,
Alucinações
E constipação.
A cocaína também aumenta a frequência cardíaca, elevando a
chance de infarto, mesmo em pessoas jovens.
Com a persistência no uso de cocaína, é possível que ocorra:
Sangramentos pelo nariz,
Náuseas,
Perda de controle,
Euforia
E agressividade.
Além disso, a dependência começa a se tornar inevitável.
Quando o uso da droga já se tornou contínuo, as reações se
transformam em perda de memória, hemorragias, depressão, nervoso excessivo,
comportamento descontrolado e isolamento. Os malefícios se tornam ainda mais
sérios, como a destruição dos neurônios, lesões no fígado, como câncer
hepático, grande chance de infarto, esquizofrenia, mau funcionamento dos rins e
dos nervos, doenças psíquicas e muito mais.
Não é incomum que isso aconteça, porque muitos acreditam poder controlar o vício, porém o uso da cocaína resulta em dependência.
O que acontece com o
nariz de quem aspira a cocaína
Depois do uso frequente e prolongado da inalação da cocaína, o nariz do usuário pode ser severamente comprometido, ocasionando em diversos problemas, como por exemplo, a perfuração do septo nasal, provocando inúmeras infecções difíceis de serem tratadas.
Outras regiões próximas que podem ser afetadas pelo uso constante da cocaína, e que podem ser extremamente prejudicial, são: céu da boca, cartilagem nasal, gengivas e dentes.
A seguir você pode conhecer de forma mais detalhada os reais riscos causados por essa substância. Veja os seis principais efeitos da cocaína no sangue:
Conforme a droga percorre a corrente sanguínea até chegar ao
sistema nervoso central, afeta diretamente vários órgãos.
1. INTENSA SENSAÇÃO DE EUFORIA
O uso da cocaína provoca no cérebro o aumento do estado de
alerta, da sociabilidade e da autoconfiança, além de reduzir a necessidade de
dormir, o cansaço e o apetite.
Isso acontece devido à sobrecarga do psicoativo conhecido como dopamina, responsável por proporcionar os efeitos da droga.
Essa droga tem capacidade de aumentar a pressão arterial, o consumo de oxigênio para o coração e a frequência cardíaca, dilatando as pupilas. Após o consumo de cocaína, o indivíduo também pode desencadear isquemia, arritmias, angina e até mesmo infarto e AVC.
3. PROBLEMAS RESPIRATÓRIOS
O fato do consumo de cocaína geralmente ser por via nasal
faz com que o usuário tenha sinusite, rinite crônica, úlceras de orofaringe,
perfuração do septo nasal e também necrose da mucosa nasal.
No entanto, ainda que inalada por fumo, a substância pode causar lesões pulmonares, queimaduras das vias áreas superiores e até mesmo uma embolia ou hemorragia pulmonar.
4. SÍNDROME DO PULMÃO DO CRACK
É uma hemorragia nos alvéolos pulmonares devido ao fumo constante de crack. Nesse caso, o dependente apresenta falta de ar, tosse com possível escarro sanguinolento, febre e insuficiência respiratória, precisando ser intubado e respirar por meio de ventilação mecânica.
5. TRANSTORNO GASTROINTESTINAL
Outro efeito negativo que o uso da cocaína pode ocasionar é
a elevada taxa de perfurações e úlceras gástricas, bem como colite isquêmica e
complicações intestinais.
Isso porque quando o suco gástrico (ácido) choca-se com outros componentes da cocaína (base) para neutralizar o processo, o estômago produz mais substâncias que, consequentemente, fazem surgir as primeiras feridas.
6. COMPLICAÇÕES NOS RINS E FÍGADO
O usuário de cocaína pode comprometer o funcionamento dos rins e fígado, pois quando a substância percorre os vasos sanguíneos, esses dois órgãos são igualmente afetados por insuficiências severas, que têm possibilidade inclusive de causar óbito.
RISCOS DA UTILIZAÇÃO EM LONGO PRAZO
A cocaína é uma substância de fácil metabolização pelo
organismo, fazendo com que sua ação seja rápida e o indivíduo procure
consumi-la com frequência. As doses são maiores, para sentir o mesmo efeito e
aliviar os sintomas de estresse e constante estado de tensão.
Contudo, essa condição, além de causar danos à saúde,
aumentando a sensação de angústia e explosões de raiva, também leva a um severo
vício. A pessoa se torna psicótica, o que interfere na maneira como o cérebro
funciona.
Por isso, existem diversos programas de tratamento para
pessoas com TUS, (Transtorno por Uso de Subtância) que fazem da terapia uma
forma positiva de lidar com a situação e afastar o uso dessa substância. Por
ser uma condição delicada, é essencial o apoio dos amigos e familiares nesse
processo, para que o usuário consiga atingir o objetivo.
Se você se encontra nessa situação, como usuário ou como
familiar, que necessita de ajuda e orientação de como iniciar um tratamento
voluntário, procure o sistema de saúde (SUS) de sua região (Caps, Caps Ad,
UBS,...) ou em algumas regiões o SUAS (Promoção Social, CRAS, CREAS) e busque
orientação sobre as maneiras que poderá ingressar nos Programas de Governo que
oferecem esse tratamento de forma totalmente gratuita e de caráter voluntário.
https://www.exametoxicologico.com.br/exame-toxicologico-efeitos-cocaina/































