quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Doação Ceia de Natal

                  E assim foi a ceia de Natal dos acolhidos da CT Terra Santa! Sr. João Felici e Ahmad Omar Rajab fazem a entrega da doação da Ceia de Natal feita por moradora de Colina! Agradecemos a esse grande coração que contribuiu para que nossos acolhidos tivessem uma Ceia farta nesse Natal! Deus abençoe a todos!



Dia de Visita! Fundo Social de Colina


          No último dia 22, os acolhidos da CT Terra Santa receberam a ilustre visita do Grupo de Voluntariado do Fundo Social de Solidariedade de Colina. 
              
              Foram momentos de muita descontração e alegria, com muita música boa e, é claro, aquele lanchinho maravilhoso!

         Momentos assim, são muito importantes na reinserção social de nossos acolhidos, pois fortalecem em seus corações o sentimento de que pertencem a sociedade e que sua estadia ali é apenas um suporte para a construção de um novo projeto de vida, um novo recomeço. 

             Também servem para demonstrar o que é um acolhimento numa Comunidade Terapêutica, levando os visitantes a terem outro olhar para o dependente químico, fora daquele estigma que muitas vezes nos são impostos pela mídia. 
"Foi muito gostoso poder cantar junto com o grupo, e receber o carinho deles por nós! Teve até poesia!"  (Acolhido)
"Nossa, nunca tive ouvido ninguém falar uma poesia! As palavras tocaram em meu sentimento"  (Acolhido)
         A CT Terra Santa agradece a visita da Presidente do Fundo Social, Profª Liliana Taha e toda a sua equipe de voluntariado. Esperamos que essa experiência tenha sido tão gratificante como foi para nossos acolhidos. Voltem sempre que desejarem! Um grande abraço a todos vocês!     

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

O que eu devo fazer?

Como saber se uma pessoa está usando drogas? 

Existem diversos tipos de drogas e cada uma delas afeta o usuário de formas diferentes. A intoxicação pelo álcool, por exemplo, produz um hálito específico, o consumo de maconha deixa os olhos vermelhos e o uso de cocaína é quase sempre acompanhado por inquietação e pressão pra falar. 

Quando começa a consumir e, aos poucos, vai se tornando dependente de uma droga, o desejo de manter esse hábito se mostra mais importante do que os outros como o estudo, os relacionamentos com familiares e amigos, o trabalho e até a higiene pessoal. 
As mudanças de comportamento, especialmente as que aparecem de uma hora para outra, devem ser sempre abordadas pela família, principalmente quando não se tem certeza sobre o uso de drogas. Não ter medo de perguntar e de questionar sobre a presença do consumo é essencial e sempre um bom começo. 

Não é preciso "saber" se a pessoa usa drogas para se tomar alguma atitude. Na dúvida, procure um Centro de Atenção Psicossocial - Álcool e Drogas (CAPS-AD) na sua cidade ou atendimento nos ambulatórios de especialidades. Em casos agudos procure o Centro de Referência de Álcool, Tabaco e outras Drogas (Cratod), na capital paulista e conte com um especialista para ajudá-lo a conduzir uma conversa  com o seu familiar da melhor forma possível. 

Por que ele (a) usa drogas?

Muitos podem ser os motivos que levam uma pessoa a usar drogas. Normalmente, ela é "apresentada" por um amigo ou é usada em algum ambiente que o futuro usuário passa a frequentar depois de experimentá-la. A maioria começa com a maconha e depois, em busca de efeitos mais fortes e duradouros, experimenta a cocaína e o crack. 

É comum o dependente relatar que, durante o efeito entorpecente, se sentia como o "super-homem". a pessoa passa a se sentir segura, eufórica e tem a sensação de que é capaz de fazer qualquer coisa, que antes tinha dificuldade ou normalmente não fazia. 

Eu tenho culpa?

Nunca há culpados, mas todos são responsáveis pelo sucesso do tratamento. o uso de drogas é resultado de inúmeros fatores - nunca um fato isolado pode ser apontado como a causa do uso de drogas. Basta notar na fala dos que possuem problemas  com drogas, que a "causa" eleita por eles também já foi vivenciada por pessoas que nunca usaram nada. No entanto, para esse indivíduo, a presença desse problema - poe exemplo, "apanhava muito dos meus pais" - em combinação com outros, tornou-o mais vulnerável ao consumo de drogas. 

Reduzir um fenômeno tão complexo como este a uma simples relação de culpa não ajuda em nada. É importante, isso sim, que todos cheguem ao tratamento com um senso de responsabilidade: só vai dar certo se todos - paciente, familiares e equipe de tratamento - estiverem no mesmo barco. 

Quais são os objetos suspeitos?

Os objetos mais usados pelos usuários para consumir drogas são:
  • Cigarros enrolados a mão
  • Pacotes de cigarro com tabaco removido
  • Sacos selados para transportar a droga
  • Cachimbo
  • Comprimidos de cores diferentes
  • Latas, bisnagas de cola, frascos de lança-perfume
  • Restos de cogumelos
  • Pó branco cristalino
  • Agulhas

A maconha é preocupante? Ela pode ser a porta de entrada para outras drogas? Se ele (a) insistir em usá-la, o que eu faço?

Sim, quase todos os usuários de crack, por exemplo, relatam que começaram a utilizar a maconha e, em seguida, buscaram drogas com efeitos mais "fortes". Portanto, pode caracterizar um sinal de alerta para a família do dependente. 

A maconha também causa a esquizofrenia, doença psiquiátrica bastante grave e que não tem cura. 

A família desestruturada

O dependente pode ter um comportamento muito agressivo e se tornar frio, distante, violento e passar a cometer crimes, abalando as estruturas familiares. A família não deve dar dinheiro ao usuário, para que não seja gasto com drogas, e sim encorajá-lo a procurar tratamento. 

Conheça alguns estágios pelos quais as famílias normalmente passam:

Negação: pais ignoram o problema achando que é só uma fase passageira.

Incentivo: Família que mentem para proteger o usuário e permitem que usem drogas dentro de casa, pois acham que assim estão no controle da situação e que ele não vai se drogar fora de casa. 

Controle: Assumir o controle da vida do dependente de drogas na tentativa de fazê-lo parar. Passa a determinar horários e quais são as atividades que ele pode realizar.

Atitudes extremas: expulsar ou tirar o usuário da própria casa e deixá-lo fora do convívio da família. 

Como lidar com o problema e o que posso fazer para ajudar? 

Envolva-se. Se interesse pelo problema daquele que você quer ajudar, sem nunca eximi-lo de sua responsabilidades. Não tenha medo de perguntar se o consumo de drogas  está na causa das modificações de comportamento que você está percebendo. Basta não fazê-lo de forma acusatória. 

Perguntas diretas e objetivas são boas quando servem para aumentar a compreensão do problema e não para tirar conclusões ou para fazer julgamentos. Por isso não term medo de perguntar ou de oferecer soluções - "vamos ao CAPS" - é a melhor forma de ajudar.

Não tenha receio de procurar uma ajuda profissional, sempre que se sentir em dúvida. Não há um momento ideal ou específico para procurar ajuda.

Por outro lado atitudes violentas ou de intimidação nunca devem ser toleradas. Isso provoca mais distanciamento entre o usuário e sua rede de apoio social, intensifica seu comportamento de uso e colabora para que ele seja visto como "um marginal" por aqueles que o cercam. Não aceite isso; procure outros familiares para apoia-lo e, principalmente, ajuda especializada no CAPS ou no Cratod.

É muito difícil convencer o dependente a se tratar?

Independentemente do grau de dificuldade, é sempre possível. O dependente químico é uma pessoa dividida: ela quer parar, mas também não se vê sem a droga. Desse modo, uma maneira de convencer o paciente é não ter receio - ou rodeios - de assumir que você é partidário incondicional quando o usuário diz que quer parar. 

Ser a favor do "sim" é muito mais do que dizer "não use drogas" - é não compactuar com esquemas de consumo, não ceder frente a comportamentos intimidatórios, tomando medidas favoráveis ao tratamento. Mesmo que o indivíduo continue a dizer "não", marque consulta para ele, o acompanhe ou vá no lugar dele. Informe-se, frequente grupo de mutua-ajuda voltados para a família, como o Amor-Exigente, por exemplo. O engajamento é a melhor ferramenta de ajuda para esses indivíduos. 

As recaídas são comuns?

Cerca de 70% daqueles que se propõe a abandonar o consumo de alguma droga voltam a usá-las, pelo menos, uma única vez nos noventa dias seguintes e 90%, dentro do primeiro ano. No entanto, apesar de comum, a recaída não é sinal de que o tratamento não deu certo. Do contrário, ela deve ser entendida como um colapso ou revés, na tentativa de uma pessoa mudar ou modificar o comportamento. 

A recaída não é um fato isolado, mas uma sucessão de eventos, atitudes, pensamento e sentimentos "aparentemente relevantes" que antecedem o retorno ao consumo. Pessoas que, no período de abstinência, continuam frequentando os mesmos locais e grupos de convívio, bem como cultivando hábitos anteriores, tem mais chances de recair. 

Uma das característica do comportamento dependente é a busca, nas drogas, de recompensa imediata por qualquer situação emocional pu física de desconforto. A Prevenção de Recaída é uma etapa fundamental do programa de tratamento, no qual serão revistos crenças e pensamentos, bem como o aprendizado e a aquisição de novos pensamentos, hábitos e comportamentos, assim como identificar e reconhecer as situações de risco e seus fatores de proteção. 

Fonte:  http://programarecomeco.sp.gov.br/



sexta-feira, 24 de julho de 2015

Novas Formas de Enfrentamento As Drogas

Do Diário do Grande ABC

 Artigo

Em janeiro de 2015, a Coordenação de Políticas sobre Drogas do Estado de São Paulo foi transferida para a Secretaria de Desenvolvimento Social fundamentada na compreensão de que as políticas sociais possuem protagonismo na recuperação e reinserção social dos usuários de substancias psicoativas. A mudança trouxe o desafio de aprimorarmos o Programa Estadual de Políticas Sobre Drogas, denominado ‘Programa Recomeço – Uma Vida sem Drogas’.
Na prática, a mudança promoveu novo paradigma na execução da política pública sobre drogas em nosso Estado. Superou-se, portanto, a compreensão de que o consumo abusivo de drogas deva ser enfrentado apenas como uma questão de cuidados de saúde ou de policiamento ostensivo. O programa compreende o uso abusivo de drogas como um fenômeno biopsicossocial, cuja superação depende da garantia de uma rede de serviços que incluem proteção social. Compreendemos que as políticas sociais possuem protagonismo ímpar na recuperação e reinserção social dos usuários, bem como no fortalecimento dos vínculos familiares fragilizados ou rompidos pelo agravo da dependência química.
Comemoramos dois anos do Programa Recomeço e percebemos a importância de fortalecer a integração social pois, por muitas vezes, o fenômeno da droga aparece como um subproduto da exclusão social. A superação depende do fortalecimento de rede social protetiva, que garanta oportunidades, ferramentas eficientes e adequadas.
A Rede Recomeço conta, hoje, com o total de 2.906 vagas distribuídas em hospitais, comunidades terapêuticas, casas de passagem e repúblicas em diversos municípios do Estado de São Paulo.  As comunidades terapêuticas são equipamentos diferenciados, com características fundamentais e sensíveis para o acolhimento de usuários. Elas surgem como resposta ao atendimento para dependentes em situação de vulnerabilidades.
A Coordenação de Políticas Sobre Drogas e o Conselho Estadual de Políticas Sobre Drogas estão empenhados em desenvolver estratégias para a qualificação das comunidades terapêuticas. Essa construção é um desafio, principalmente pela localização delas nos rincões do Estado de São Paulo. 
Por fim, importante destacar que os municípios serão os principais parceiros no fortalecimento da Rede Recomeço. Estamos convencidos de que o tratamento é fortalecido quando as necessidades sociais são atendidas. Empregabilidade, formação profissional, habitação e acesso à Educação são fatores de integração social que garantem o sucesso da recuperação e do retorno à uma vida social plena.

Floriano Pesaro é secretário de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo.
Fonte: http://www.uniad.org.br/interatividade/noticias/item/23306-novas-formas-de-enfrentar-as-drogas

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Um Guia para a Família do Adicto ou Usuário de Drogas (Parte Final)

Continuação...
SOBRIEDADE A LONGO PRAZO


Um erro frequente é simplificar os problemas em termos de que basta manter o dependente afastado das drogas ou manter as drogas e os amigos que usam drogas, longe dele. Isto não pode ser imposto, a não ser pela prisão ou confinamento. E mesmo assim, a criatividade humana parece permitir que eles, nessas circunstâncias, consigam encontrar uma fonte de suprimento. De qualquer modo, uma batalha vencida hoje será travada novamente amanhã. 

Enquanto que, nenhuma pessoa responsável pode se permitir tolerância sobre atos ilegais ou substâncias químicas em sua própria casa, a maioria dos esforços feitos para manter alguém livre do uso de drogas leva, simplesmente, a revolta e a mais uso de drogas. A única maneira de se conseguir uma motivação mais ampla é oferecendo amor e compreensão, principalmente enquanto o dependente estiver limpo de drogas, mas, no entanto, não permitindo que o uso e todas as consequências se tornem tão dolorosas em si mesmo que o destrua. Isso significa sofrimento, mas o sofrimento de sofrer com o dependente as consequências e não se tornando um agente de fuga para o dependente se livrar das consequências. Isto significa ter coragem de sofrer constrangimentos, pequenos e grandes, privações financeiras, condenação de parentes, vizinhos e de outras pessoas bem intencionadas e, algumas vezes, separações temporárias de formas variadas e sombrias. Precisamos oferecer alegria, quando o dependente estiver livre de químicas, mas, no entanto, permitir que as consequências do uso se tornem agudas, se quiser antecipar uma recuperação abrangente e definitiva. 

Em geral todo o esforço é dirigido para modificações, quase sempre artificiais, no dependente. No entanto, em quase todos os casos, uma modificação na família é necessária, antes que qualquer mudança no dependente possa ser antecipada. Não fazer nada é impossível. Como regra geral, não fazer nada significa aceitar a situação seja negligenciada e explorada, é reagir de um modo inativo, passivo e destrutivo. A família sempre interage com o adicto e usuário, não importa quão limitado seja o contato pessoal. O importante é aprender quais as interações destrutivas e quais as que poderiam ser criativas e, então ter a coragem de tentar uma abordagem criativa. A modificação deve começar pelo não dependente. O dependente não procurará ajuda para a recuperação enquanto suas necessidades imaturas forem supridas e seus problemas resolvidos pela família ou por amigos. 

A recuperação de qualquer doença grave pode levar um tempo considerável, podendo acontecer recaídas. O mundo não vai acabar se depois de um período sem drogas, o dependente retomar o uso. Se a família não entrar em pânico e retornar à forma destrutiva anterior de lidar com o problema, o escorregão pode ser usado com vantagem e servir como uma lembrança valiosa de que a primeira pílula ou gole ou inalada tem que ser evitados. No processo de recuperação não se pode esperar que toda a ação compulsiva desapareça da noite para o dia. A família pode até questionar o envolvimento intensivo do dependente com o seu grupo ou com sua terapia, pois ele pode se tornar tão compulsivo no seu tratamento em recuperação, como era em sua adicção. Isto pode ser ainda mais verdadeiro, se sua terapia inclui a participação num programa de recuperação. Ele/ela pode frequentar todas as noites as reuniões de uma dessas organizações, se associando com outros que estão tão intensamente dispostos em conseguir e manter suas recuperações. 


A melhor maneira para um familiar não ressentir dessa situação, é a esposa, pai ou mãe, um amigo se juntar a grupos de apoio a familiares do dependente de drogas. O Amor Exigente é um deles. Os grupos familiares proporcionam discernimento e compreensão para os diversos problemas e dilemas que os membros da família de um dependente têm que enfrentar. O programa é tão vital para a recuperação emocional da família, como é a participação neste "problema" específico. A recuperação da dependência de drogas inclui restabelecimento da doença emocional de todos os membros da família. Se o dependente se recuperar emocionalmente e os familiares não, pode haver uma ruptura grave na estrutura familiar. A família precisa crescer emocionalmente, tanto antes, quanto durante e depois que o dependente estiver recuperado ou pode ocorrer um serio afastamento. 

O momento para a família começar a trabalhar a sua própria recuperação emocional é agora. E a maneira de começar ajudar na recuperação do dependente é começar a trabalhar a si mesmo. 


segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Um Guia para a Família do Adicto ou Usuário de Drogas (Parte 4)

Continuação...
AMOR E COMPAIXÃO


Um dos maiores fracassos na abordagem de pessoas que abusam de drogas é a inabilidade para se compreender o significado do amor. Da mesma maneira que não se tem o direito de declarar: "se você me amasse, você não teria diabetes", não se tem o direito de declarar: "se você me amasse, não usaria drogas". 

O uso excessivo de drogas revela a existência de uma doença e doença é uma condição não uma atitude. 

Não está longe da verdade dizer que o dependente se sente não amado e não desejado - não é sem razão. O amor não pode existir sem a dimensão da justiça. O amor também precisa de compaixão, que significa suportar com ou sofre com uma pessoa. Compaixão não significa sofrer por causa da injustiça de uma pessoa. No entanto, os que estão próximos do dependente sofrem suas injustiças repetidamente. Narcóticos, sedativos e álcool são drogas que aliviam a dor. Este é o prazer da fuga química. É um artifício solucionador de problemas, que alivia o desconforto, a ansiedade, a tensão e o ressentimento. Drogas, incluindo o álcool, permitem ao indivíduo evitar momentaneamente a dor, mas na família, a dor, tensão, ansiedade e ressentimento são violentamente aumentados. 

Quando o efeito das drogas passa, quando o indivíduo está limpo e sóbrio, ele não mais deseja sofrer as consequências do uso de drogas. pode até haver um desejo enorme de não discutir o que aconteceu ou o reverso da medalha também pode surgir. Remorso e culpa podem compelir o dependente a mostrar-se perante a família, suplicar misericórdia e prometer que não acontecerá de novo. Casa tentativa é a de atingir a mesma meta - evitar as consequências do abuso de drogas. Se o dependente tiver sucesso com um dos dois métodos, sua dor é novamente evitada ou aliviada, mas a família de novo paga o preço do alcoolismo ou da adicção.

O AMOR É DESTRUÍDO

O amor não consegue subsistir a esse tipo de ação e de interação. O dependente usa drogas ou álcool para escapar da dor e aprende como usar a família para fugir das consequência dolorosas. A família sofre quando o dependente usa drogas e também sofre as consequências dolorosas. Se a família suporta a dor e absorve as consequências, então a compaixão não poderá existir. Compaixão é suportar com ou sofrer com a pessoa, e não sofrer por causa do desejo do outro de  não sofrer as consequências. Ou seja, sofrer as consequências no lugar do outro não é compaixão. 

O único meio do amor subsistir é que a família aprenda a não sofrer, quando o uso de drogas do dependente estiver progredindo, e se recusa a desfazer as consequências do seu uso. Qualquer coisa diferente, ou menos que isto, não é compaixão e qualquer relacionamento sem justiça e compaixão não é amor. 

Fatores que complicam a situação familiar estão muitas vezes envolvidos. Existe muitas vezes aqueles que precisam exercer um certo grau de autoritarismo sobre o outro, ou seja, necessita que o outro seja dependente de si para alimentar suas neuroses pessoais. É necessário que cada um olhe bem para si mesmo, para ter essa certeza de que essa necessidade não exista. 

Masoquismo é a necessidade de sofrer para poder encontrar em senso de autoestima e valor na vida. É encontrado, às vezes, em mulheres ou mães de usuários de drogas, pois elas dependem desse meio de sofrimento para satisfazer suas próprias necessidades emocionais. Alguma pessoas são sádicas e precisam ter alguém a mão par castigar e  dependente serve para este propósito. 

Outros precisam dominar e controlar outras pessoas e dependentes suprem e se encaixam no exercício desse controle e domínio. Se qualquer destas três situações existir, então o não usuário pode ter uma doença mais seria ainda que a dependência química, e esta precisa ser tratada e detida, para que esta pessoa possa tomar uma atitude que não seja a de contribuir para o progresso da dependência. 

Por isso ser faz necessário, que toda a família seja ouvida e ajudada no convívio e atitudes para com o dependente. Daí a importância dos grupos de apoio familiar como, por exemplo, o Amor Exigente.



... continua na próxima semana. 

Fonte: Desconhecida