domingo, 11 de fevereiro de 2018

Dia do Currículo

         Nesta sexta feira, dia 09/02, foi um dia muito importante para alguns de nossos acolhidos. Foi dia de sentar com a Assistente Social Patrícia e juntos construírem seus currículos, visando a reincersão no mercado de trabalho.  Cada um dos acolhidos estão num momento diferente do seu processo terapêutico individual. 
     Um está terminando sua caminhada na Terra Santa e já está pronto para buscar novas oportunidades no mercado de trabalho, buscando assim colocar em prática tudo que aprendeu nos 6 meses que esteve conosco, visando alcançar os objetivos que ele próprio traçou durante a construção de seu projeto de vida realizado  juntamente com seus conselheiros, assistente social e psicóloga.      
           O outro está saindo para sua segunda ressocialização, onde ficará uma semana na sua casa com seus familiares, e aproveitará esse tempo para distribuir seus currículos, visando oportunidades de emprego para quando terminar sua caminhada daqui 30 dias. 
           
           











Que esse seja o início de uma novo tempo para eles!

Obs: a divulgação das imagens foram autorizadas por escrito pelos acolhidos. 

Oficina de Artesanato em Madeira

         Nas últimas semanas alguns acolhidos com conhecimento de artesanato em madeira, tem dividido seu conhecimento, com seus companheiros de casa. Resultado: aprendizado, momentos de descontração, ajuda mútua, empoderamento, perspectivas de geração de renda após sua saída da CT e, sem duvida nenhuma, trabalhos lindos.  Todo o artesanato feito na CT com o objetivo de aprendizado, pertencem ao próprio acolhido que pode vendê-lo posteriormente, ou na sua saída ou durante sua ressocialização, gerando renda pra ele e sua família. 













quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Doação Ceia de Natal

                  E assim foi a ceia de Natal dos acolhidos da CT Terra Santa! Sr. João Felici e Ahmad Omar Rajab fazem a entrega da doação da Ceia de Natal feita por moradora de Colina! Agradecemos a esse grande coração que contribuiu para que nossos acolhidos tivessem uma Ceia farta nesse Natal! Deus abençoe a todos!



Dia de Visita! Fundo Social de Colina


          No último dia 22, os acolhidos da CT Terra Santa receberam a ilustre visita do Grupo de Voluntariado do Fundo Social de Solidariedade de Colina. 
              
              Foram momentos de muita descontração e alegria, com muita música boa e, é claro, aquele lanchinho maravilhoso!

         Momentos assim, são muito importantes na reinserção social de nossos acolhidos, pois fortalecem em seus corações o sentimento de que pertencem a sociedade e que sua estadia ali é apenas um suporte para a construção de um novo projeto de vida, um novo recomeço. 

             Também servem para demonstrar o que é um acolhimento numa Comunidade Terapêutica, levando os visitantes a terem outro olhar para o dependente químico, fora daquele estigma que muitas vezes nos são impostos pela mídia. 
"Foi muito gostoso poder cantar junto com o grupo, e receber o carinho deles por nós! Teve até poesia!"  (Acolhido)
"Nossa, nunca tive ouvido ninguém falar uma poesia! As palavras tocaram em meu sentimento"  (Acolhido)
         A CT Terra Santa agradece a visita da Presidente do Fundo Social, Profª Liliana Taha e toda a sua equipe de voluntariado. Esperamos que essa experiência tenha sido tão gratificante como foi para nossos acolhidos. Voltem sempre que desejarem! Um grande abraço a todos vocês!     

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

O que eu devo fazer?

Como saber se uma pessoa está usando drogas? 

Existem diversos tipos de drogas e cada uma delas afeta o usuário de formas diferentes. A intoxicação pelo álcool, por exemplo, produz um hálito específico, o consumo de maconha deixa os olhos vermelhos e o uso de cocaína é quase sempre acompanhado por inquietação e pressão pra falar. 

Quando começa a consumir e, aos poucos, vai se tornando dependente de uma droga, o desejo de manter esse hábito se mostra mais importante do que os outros como o estudo, os relacionamentos com familiares e amigos, o trabalho e até a higiene pessoal. 
As mudanças de comportamento, especialmente as que aparecem de uma hora para outra, devem ser sempre abordadas pela família, principalmente quando não se tem certeza sobre o uso de drogas. Não ter medo de perguntar e de questionar sobre a presença do consumo é essencial e sempre um bom começo. 

Não é preciso "saber" se a pessoa usa drogas para se tomar alguma atitude. Na dúvida, procure um Centro de Atenção Psicossocial - Álcool e Drogas (CAPS-AD) na sua cidade ou atendimento nos ambulatórios de especialidades. Em casos agudos procure o Centro de Referência de Álcool, Tabaco e outras Drogas (Cratod), na capital paulista e conte com um especialista para ajudá-lo a conduzir uma conversa  com o seu familiar da melhor forma possível. 

Por que ele (a) usa drogas?

Muitos podem ser os motivos que levam uma pessoa a usar drogas. Normalmente, ela é "apresentada" por um amigo ou é usada em algum ambiente que o futuro usuário passa a frequentar depois de experimentá-la. A maioria começa com a maconha e depois, em busca de efeitos mais fortes e duradouros, experimenta a cocaína e o crack. 

É comum o dependente relatar que, durante o efeito entorpecente, se sentia como o "super-homem". a pessoa passa a se sentir segura, eufórica e tem a sensação de que é capaz de fazer qualquer coisa, que antes tinha dificuldade ou normalmente não fazia. 

Eu tenho culpa?

Nunca há culpados, mas todos são responsáveis pelo sucesso do tratamento. o uso de drogas é resultado de inúmeros fatores - nunca um fato isolado pode ser apontado como a causa do uso de drogas. Basta notar na fala dos que possuem problemas  com drogas, que a "causa" eleita por eles também já foi vivenciada por pessoas que nunca usaram nada. No entanto, para esse indivíduo, a presença desse problema - poe exemplo, "apanhava muito dos meus pais" - em combinação com outros, tornou-o mais vulnerável ao consumo de drogas. 

Reduzir um fenômeno tão complexo como este a uma simples relação de culpa não ajuda em nada. É importante, isso sim, que todos cheguem ao tratamento com um senso de responsabilidade: só vai dar certo se todos - paciente, familiares e equipe de tratamento - estiverem no mesmo barco. 

Quais são os objetos suspeitos?

Os objetos mais usados pelos usuários para consumir drogas são:
  • Cigarros enrolados a mão
  • Pacotes de cigarro com tabaco removido
  • Sacos selados para transportar a droga
  • Cachimbo
  • Comprimidos de cores diferentes
  • Latas, bisnagas de cola, frascos de lança-perfume
  • Restos de cogumelos
  • Pó branco cristalino
  • Agulhas

A maconha é preocupante? Ela pode ser a porta de entrada para outras drogas? Se ele (a) insistir em usá-la, o que eu faço?

Sim, quase todos os usuários de crack, por exemplo, relatam que começaram a utilizar a maconha e, em seguida, buscaram drogas com efeitos mais "fortes". Portanto, pode caracterizar um sinal de alerta para a família do dependente. 

A maconha também causa a esquizofrenia, doença psiquiátrica bastante grave e que não tem cura. 

A família desestruturada

O dependente pode ter um comportamento muito agressivo e se tornar frio, distante, violento e passar a cometer crimes, abalando as estruturas familiares. A família não deve dar dinheiro ao usuário, para que não seja gasto com drogas, e sim encorajá-lo a procurar tratamento. 

Conheça alguns estágios pelos quais as famílias normalmente passam:

Negação: pais ignoram o problema achando que é só uma fase passageira.

Incentivo: Família que mentem para proteger o usuário e permitem que usem drogas dentro de casa, pois acham que assim estão no controle da situação e que ele não vai se drogar fora de casa. 

Controle: Assumir o controle da vida do dependente de drogas na tentativa de fazê-lo parar. Passa a determinar horários e quais são as atividades que ele pode realizar.

Atitudes extremas: expulsar ou tirar o usuário da própria casa e deixá-lo fora do convívio da família. 

Como lidar com o problema e o que posso fazer para ajudar? 

Envolva-se. Se interesse pelo problema daquele que você quer ajudar, sem nunca eximi-lo de sua responsabilidades. Não tenha medo de perguntar se o consumo de drogas  está na causa das modificações de comportamento que você está percebendo. Basta não fazê-lo de forma acusatória. 

Perguntas diretas e objetivas são boas quando servem para aumentar a compreensão do problema e não para tirar conclusões ou para fazer julgamentos. Por isso não term medo de perguntar ou de oferecer soluções - "vamos ao CAPS" - é a melhor forma de ajudar.

Não tenha receio de procurar uma ajuda profissional, sempre que se sentir em dúvida. Não há um momento ideal ou específico para procurar ajuda.

Por outro lado atitudes violentas ou de intimidação nunca devem ser toleradas. Isso provoca mais distanciamento entre o usuário e sua rede de apoio social, intensifica seu comportamento de uso e colabora para que ele seja visto como "um marginal" por aqueles que o cercam. Não aceite isso; procure outros familiares para apoia-lo e, principalmente, ajuda especializada no CAPS ou no Cratod.

É muito difícil convencer o dependente a se tratar?

Independentemente do grau de dificuldade, é sempre possível. O dependente químico é uma pessoa dividida: ela quer parar, mas também não se vê sem a droga. Desse modo, uma maneira de convencer o paciente é não ter receio - ou rodeios - de assumir que você é partidário incondicional quando o usuário diz que quer parar. 

Ser a favor do "sim" é muito mais do que dizer "não use drogas" - é não compactuar com esquemas de consumo, não ceder frente a comportamentos intimidatórios, tomando medidas favoráveis ao tratamento. Mesmo que o indivíduo continue a dizer "não", marque consulta para ele, o acompanhe ou vá no lugar dele. Informe-se, frequente grupo de mutua-ajuda voltados para a família, como o Amor-Exigente, por exemplo. O engajamento é a melhor ferramenta de ajuda para esses indivíduos. 

As recaídas são comuns?

Cerca de 70% daqueles que se propõe a abandonar o consumo de alguma droga voltam a usá-las, pelo menos, uma única vez nos noventa dias seguintes e 90%, dentro do primeiro ano. No entanto, apesar de comum, a recaída não é sinal de que o tratamento não deu certo. Do contrário, ela deve ser entendida como um colapso ou revés, na tentativa de uma pessoa mudar ou modificar o comportamento. 

A recaída não é um fato isolado, mas uma sucessão de eventos, atitudes, pensamento e sentimentos "aparentemente relevantes" que antecedem o retorno ao consumo. Pessoas que, no período de abstinência, continuam frequentando os mesmos locais e grupos de convívio, bem como cultivando hábitos anteriores, tem mais chances de recair. 

Uma das característica do comportamento dependente é a busca, nas drogas, de recompensa imediata por qualquer situação emocional pu física de desconforto. A Prevenção de Recaída é uma etapa fundamental do programa de tratamento, no qual serão revistos crenças e pensamentos, bem como o aprendizado e a aquisição de novos pensamentos, hábitos e comportamentos, assim como identificar e reconhecer as situações de risco e seus fatores de proteção. 

Fonte:  http://programarecomeco.sp.gov.br/



sexta-feira, 24 de julho de 2015

Novas Formas de Enfrentamento As Drogas

Do Diário do Grande ABC

 Artigo

Em janeiro de 2015, a Coordenação de Políticas sobre Drogas do Estado de São Paulo foi transferida para a Secretaria de Desenvolvimento Social fundamentada na compreensão de que as políticas sociais possuem protagonismo na recuperação e reinserção social dos usuários de substancias psicoativas. A mudança trouxe o desafio de aprimorarmos o Programa Estadual de Políticas Sobre Drogas, denominado ‘Programa Recomeço – Uma Vida sem Drogas’.
Na prática, a mudança promoveu novo paradigma na execução da política pública sobre drogas em nosso Estado. Superou-se, portanto, a compreensão de que o consumo abusivo de drogas deva ser enfrentado apenas como uma questão de cuidados de saúde ou de policiamento ostensivo. O programa compreende o uso abusivo de drogas como um fenômeno biopsicossocial, cuja superação depende da garantia de uma rede de serviços que incluem proteção social. Compreendemos que as políticas sociais possuem protagonismo ímpar na recuperação e reinserção social dos usuários, bem como no fortalecimento dos vínculos familiares fragilizados ou rompidos pelo agravo da dependência química.
Comemoramos dois anos do Programa Recomeço e percebemos a importância de fortalecer a integração social pois, por muitas vezes, o fenômeno da droga aparece como um subproduto da exclusão social. A superação depende do fortalecimento de rede social protetiva, que garanta oportunidades, ferramentas eficientes e adequadas.
A Rede Recomeço conta, hoje, com o total de 2.906 vagas distribuídas em hospitais, comunidades terapêuticas, casas de passagem e repúblicas em diversos municípios do Estado de São Paulo.  As comunidades terapêuticas são equipamentos diferenciados, com características fundamentais e sensíveis para o acolhimento de usuários. Elas surgem como resposta ao atendimento para dependentes em situação de vulnerabilidades.
A Coordenação de Políticas Sobre Drogas e o Conselho Estadual de Políticas Sobre Drogas estão empenhados em desenvolver estratégias para a qualificação das comunidades terapêuticas. Essa construção é um desafio, principalmente pela localização delas nos rincões do Estado de São Paulo. 
Por fim, importante destacar que os municípios serão os principais parceiros no fortalecimento da Rede Recomeço. Estamos convencidos de que o tratamento é fortalecido quando as necessidades sociais são atendidas. Empregabilidade, formação profissional, habitação e acesso à Educação são fatores de integração social que garantem o sucesso da recuperação e do retorno à uma vida social plena.

Floriano Pesaro é secretário de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo.
Fonte: http://www.uniad.org.br/interatividade/noticias/item/23306-novas-formas-de-enfrentar-as-drogas